domingo, 30 de março de 2014

#HIMYMFarewell

Meu coração está se despedaçando com mais um fim. Sim, fins são extremamente tristes e doloridos e como tudo que acaba, daqui por diante, só sobrarão as lembranças.
Amanhã vai ao ar, pela emissora CBS, o último episódio de How I Met Your Mother. Vai ser o final da saga de Ted (Josh Radnor), Marshall (Jason Segel) , Lily (Alyson Hannigan), Barney (Neil Patrick Harris) e Robin (Cobie Smulders) e da enorme história que Ted conta para os seus filhos sobre como conheceu a mãe deles.

São nove temporadas de risos, lágrimas, dramas, momentos de alegrias, raiva, mágoa, esperança, momentos inesquecíveis e identificação. Eu conhecei HIMYM por meio dos meus amigos e cada um se identificava perfeitamente com alguém do elenco. Nos identificamos com as situações e inúmeras vezes nos percebíamos em momentos parecidos com os dos episódios. Ou víamos os episódios e lembrávamos que algo que tinha acontecido conosco.
Acho que por isso me apeguei tanto a série. Nunca tinha acompanhado nenhuma outra com tanta atenção e carinho como HIMYM. E depois de esperar ansiosamente por cada episódio, reclamar de cada hiato, seguir os atores nas redes sociais, acompanhar o grupo de discussão no Facebook, repetir inúmeras vezes "legen...wait for it... dary!" eu estou sofrendo ~por antecipação~ com o inevitável fim. 
Acredito que qualquer um consegue ver um pouco de si nos outros. Essa deve ser a mágica de HIMYM: são pessoas comuns, com vidas comuns, com situações acontecem em Nova Iorque, mas poderiam ser em Paris, Buenos Aires ou, por que não, Belém. Mas são tão comuns que se tornam especiais porque fazem parte da nossa história, de quem somos, de quem queremos ser e das pessoas que conhecemos e que passam a fazer parte das nossas vidas.
Não sei como vai ser depois de amanhã. Talvez rever todos os episódios eternamente seja uma solução, uma maneira de aliviar a falta que a série vai fazer. Algumas pessoas já estão até dizendo que vão precisar de ajuda psicológica, que vai ser como perder um parente. Outras apenas relatam a saudade que vão sentir de cada personagem, de cada cena favorita, esperando por possíveis especiais. 
Não sei como vou me sentir depois do fim. Talvez nem chore tudo isso que estou dizendo. Talvez eu custe a acreditar que realmente acabou. 
Mas duas coisas são certas: vai deixar um vazio enorme e quem é fã da série estará, até o último momento, repetindo "I'm not ready for this".


sábado, 15 de março de 2014

Sobre terminar mais um ciclo


Em primeiro lugar, sou péssima para cumprir promessas relacionadas ao blog.
Em segundo, essa é uma postagem muito especial.
Na última quinta-feira, 13, tive uma das noites mais bonitas da minha vida: recebi o meu diploma de Bacharela em Comunicação, com habilitação em Jornalismo. E estavam lá as pessoas mais incríveis que eu poderia ter conhecido nesses últimos quatros, entre os colegas formandos e professores.
Confesso que alguns filmes estão passando pela minha cabeça. Um deles começa quatro anos atrás, quando eu fui para a minha primeira aula no ensino superior e termina quando eu entrei no carro, para voltar para casa, depois da solenidade.
Quatro anos vivendo e aprendendo, às vezes da pior maneira, mas sempre tirando boas lições, mesmos das experiências mais frustrantes. Sim, porque estudar na Universidade é isso: ter um monte decepções, de coisas dando errado, de pessoas que não querem colaborar. Mas também é saber que os erros nos fortalecem, quando parecem que vão nos enfraquecer.
Estudar na Universidade é criar, inventar, buscar alternativas e soluções para os mesmos problemas. É se orgulhar quando os trabalhos dão certo, ganham prêmios, têm retorno do público e não só do conceito no final do semestre. Aprendemos que não trabalhamos para nós, mas principalmente para os outros. E o retorno deles é algo essencial para a nossa satisfação profissional. Estudar na Universidade é aprender a ter essas e outras responsabilidades, já que 'comunicação não é brincadeira de criança', como ouvi inúmeras vezes nesses quatro anos.
Estudar na Universidade é aprender a admirar e respeitar professores que são extremamente importantes na nossa área de conhecimento, mas também são humanos: precisam cuidar das suas casas, famílias e questões pessoais. E ainda assim chegam antes de nós para reclamar dos nossos atrasos e deixam de dormir para corrigir nossos trabalhos.
Estar na Universidade é conhecer pessoas, dos mais diversos tipos, cores e credos. É formar panelinhas e depois se afastar delas. É fofocar entre uma aula e outra, é sentar nos bancos do Facom, esperando uma aula começar, e ouvir histórias pelos corredores, é sentar no chão para terminar de ler um texto. É criar amizades que vão durar a vida inteira, mesmo que elas tenham nascido do jeito mais maluco possível.
Estudar na Universidade é mais do que conseguir um diploma ou poder marcar 'ensino superior completo' nos questionários. É aprender dentro e fora de sala de aula. É descobrir cada dia um pouco mais de si e um pouco mais de quem queremos ser. É o primeiro passo para um grande futuro.

sábado, 11 de janeiro de 2014

O fazer quando você não tem o que fazer #2

No primeiro post do ano, eu declarei às segundas são os dias oficiais para começar ou recomeçar algo. Naquele dia, além de recomeçar com o blog, voltei para a academia onde treino muay thai ou boxe tailandês. Por isso, a dica de hoje para se fazer quando você não tem o que fazer é: pratique um esporte!


Para quem não conhece, o muay thai é um esporte originário da Tailândia, como diz o nome em português, em que são usados golpes com os punhos, cotovelos, joelhos e canelas, diferente do boxe que só envolve golpes com os punhos. É um esporte que envolve contato total entre os lutadores, exige preparação física e muita concentração. No site da Confederação Brasileira de Muay Thai tem mais informações sobre o esporte no Brasil.
Assim como esse, qualquer outro esporte exige dedicação e disciplina, seja por amadorismo ou com a intenção de tornar-se profissional. No começo é difícil, como qualquer coisa nova. Lembro que depois do meu primeiro treino, não consegui nem levantar da cama por causa das dores musculares x.x
Como eu me senti depois do meu primeiro dia de treino de boxe.

Mas depois a gente acostuma, aprende a bater, a se concentrar, a respirar fundo nos momentos certos, entre outras coisas. O esporte transforma a gente, tanto do ponto de vista físico, como do ponto de vista emocional ~só eu sei o quanto é desestressante encher de porrada um saco de areia depois de um dia ruim~
Portanto, o conselho é que você levante do sofá da frente da TV, desligue o computador, coloque uma roupa confortável e um tênis, comece com caminhadas curtas ao redor de casa, todo dia um pouquinho. Ou procure uma luta, uma dança, um jogo que precise ser praticado em equipe e da orientação de um professor que não vai só te ensinar como te incentivar a continuar. E nunca, leu bem, nunca desista de primeira! É preciso tempo e prática para aprender. E aprender algo novo nunca é demais, né? ;)
Como eu me sinto hoje em dia, depois de ir para todos os treinos da semana!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O que fazer quando você não tem o que fazer #1

Segunda-feira é o dia oficial para começar alguma coisa. E a primeira segunda-feira do ano deve ser o Dia Internacional de Fazer Algo Novo: começar em um novo emprego, fazer um curso, praticar atividade física, inciar uma dieta entre todas as outras coisas que prometemos na noite de Ano Novo.
E para seguir essa ~tradição~ eu escolhi não começar, mas recomeçar a escrever nesse mero espaço virtual. Para quem não me conhece e/ou visita o blog pela primeira vez, faço uma breve retrospectiva:

Meu nome é Marília, tenho 22 anos, acabo de terminar o curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. O "One Love Song" nasceu no meio de férias frustradas escolares, quando um amigo sugeriu que eu criasse um blog porque eu não tinha nada para fazer da vida. 
(Na verdade, o primeiro blog que eu tive ficou todo desconfigurado porque eu não sabia mexer direito em algumas coisas, então encerrei as atividades nele e criei esse aqui). 
E aí que desde 2008 eu escrevo meus relatos pessoais, poemas, contos, textos criticando o que eu acho bonito, feio, certo, errado  (do lado,onde tá "(Pré) História", tem uma lista com todas as postagens antigas). É um diário virtual pessoal ou, como diria Alex Primo é um blog pessoal auto-reflexivo: "blog individual voltado para a manifestação de opiniões e reflexões pessoais sobre si, sobre os outros e sobre sua vida cotidiana." (O texto completo tá aqui ó)

Pois bem, feita a retrospectiva + dica de leitura, vamos as fatos: decidi recomeçar o blog porque, como diz o título, eu não tenho muito o que fazer. Terminei a faculdade e estou em busca de oportunidades profissionais na área de comunicação aqui em Belém OU SEJE  faço parte da estatísticas dos jovens desempregados do Brasil, sou a mais nova integrante da "geração nem-nem" (nem trabalha, nem estuda) e espero, de todo o meu coração, que esse seja um estado de vida breve.
Por isso, a dica de hoje para fazer quando não se tem nada para fazer é ~rufem os tambores~: começar ou recomeçar algo, seja o exercício, a dieta, o blog ou até mesmo uma vida nova. O que importa é tentar inovar, fazer a diferença, fazer bonito, criar, mudar. E persistir para que dê tudo certo.

domingo, 15 de dezembro de 2013

O fim do fim

Alguns o enxergam como um caso: curto, intenso, deixa sem dormir, sem comer ou faz comer até demais! Outros enxergam nele um filho que será defendido com unhas e dentes das garras de gente perigosa, como uma leoa defende o seu filhote. Eu apenas o vejo como o TCC. 
Há poucos meses eu chamei essa aventura de "O fim está próximo". E agora, pouco tempo depois, é, finalmente, "O fim do fim". E nesse curto espaço de tempo, as três temidas letras, "TCC", foram o principal e praticamente único assunto das rodas de conversa, dos cochichos de corredores. E agora acabou.
É engraçado como a gente briga, se estranha, fica preocupado, escreve, corrige, reescreve, corrige de novo, re-reescreve e chega a uma conclusão que, no mínimo, no mínimo, parece sensata. E é isso que faz o esforço valer a pena.
Para mim, esse trabalho todo é a materialização de algo no qual eu acredito, algo que eu gosto, algo que eu quero para a minha vida. É o primeiro passo de um novo velho sonho que parece, mesmo que ainda sem forma, se tornar real.
Definitivamente é o fim de um ciclo. Mas também é o começo de outro. Ou outros. E que venham muitos outros ciclos, embora cada fim me deixe com os olhos cheios de lágrimas. Sim, estou terminando a Faculdade e isso soa tão adulto. Mesmo que eu ainda tenha medos infanto-juvenis (para não dizer completamente infantis).
Estou deixando para trás aquelas paredes, outrora secas e sem graça que se tornaram coloridas com cartazes e fotos, aqueles laboratórios de onde vieram tantos trabalhos bons, outros nem tanto, reuniões de pauta, discussões (amigáveis ou não), professores, funcionários, colegas de outros anos... É a primeira vez, em toda a minha vida, que estou me desvinculando completamente da UFPA e talvez isso seja o que me doa mais.
Juro que se pudesse voltar no tempo eu... Não, eu não faria nada de diferente. As coisas são como elas devem ser e não podemos mudar isso. O que podemos fazer é deixar as experiências ruins e carregar conosco as coisas boas.
Apesar de passar um ano inteiro dando "graças a Deus" por estar terminando a Faculdade, eu vou sentir saudades de tudo que foi bom que aconteceu lá. E vou sentir saudades das pessoas legais que eu sei com quem dificilmente manterei contato após a formatura. E eu vou sentir saudades dos nossos risos jovens, deliciosos, sonhadores. Sim, sonhadores, porque o meu maior medo é perder a capacidade de sonhar que a gente criou nos últimos quatro anos.
Quatro anos voaram né? E parecia tudo tão longe, nossos medos não eram medos, eram só... Hipóteses? E agora nossos medos dividem uma linha tênue com as nossas expectativas. E a nossa insegurança anda lado a lado com as nossas perspectivas futuras.
Logo, logo estaremos encarando um de nossos muitos medos: defender nosso caso ou o nosso filho de uma banca assustadora, que parece querer nos destroçar, destroçar nossos sonhos e fazer parecer com que nossas noites mal dormidas foram em vão. E vamos lutar, com unhas, dentes e fundamentos teóricos para provar que estamos certo e que todos os esforços do mundo valeram a pena.
E espero que esse desafio nos encoraje a encarar os próximos, cada vez mais fortes e confiantes. E que nos permita ir cada vez mais longe.

sábado, 24 de agosto de 2013

O fim está próximo

Quinta-feira eu fui à solenidade de formatura da turma de Medicina da UFPA. Meu namorado ficou emocionado porque há um ano ele se formou. Eu fiquei emocionada porque daqui a uns cinco meses serei eu a me formar.
Ok, eu realmente tenho dito "graças a Deus" toda vez que alguém diz "ah, então tu terminas o curso no final do ano" porque não consigo mais conviver com algumas pessoas da faculdade. Mas também sinto alguma nostalgia tomar conta de mim desde já. Acho que eu escrevi sobre essa sensação quando cheguei na Universidade esse ano , no dia da Aula Magna dos calouros de 2013. 
Na verdade, no momento, o que eu sinto é menos nostalgia e mais desespero. Eu e meus colegas de turma temos uns três meses para estudar, escrever, entregar e apresentar o tão temido Trabalho de Conclusão de Curso, o TCC. Queria poder dizer pra gente ficar calmos, que tudo vai dar certo, mas eu não consigo. Sinto que vou entrar em pânico toda vez que olho para os meus livros. 

Fora esse pânico e fora algumas pessoas, não tenho do que reclamar da Faculdade. Embora eu nunca tenha ido pra um churrasco da turma ou achar que não vivi tudo o que poderia ter vivido ali, aprendi um bocado de coisas, principalmente no que diz respeito a se virar sozinha. Ou com uma boa equipe. Ou, o que é melhor, com bons amigos. 
Amigos são um caso a parte naquela Faculdade. Têm os que já se formaram, têm os que vão se formar só no ano que vem, os de outros cursos... Mas os que têm sido mais importantes são aqueles que vão formar junto. Mesmo alguns não tão próximos como antes, a gente se entende, sabe do mesmo desespero. Desespero tem sido palavra de ordem pra minha turma de 2010 HAHAHA.
Enfim, eu só queria desejar boa sorte e bons estudos aos meus amigos e colegas. Dizer que serão meses tensos, o fim está chegando. O fim de um ciclo de nossas vidas que, com certeza, vai deixar muita saudade.

sábado, 10 de agosto de 2013

Pausa para reflexão sobre relacionamentos

Y pienso que si no existes yo me muero,
 que en mi cabeza había un sueño y que se ha hecho realidad.
Y quiero contarle al mundo entero
que tu vida es lo que quiero, y que tu eres mi mitad.
(La suerte de mi vida- El Canto del Loco)

Até outro dia eu não entendia como as pessoas poderiam querer ficar umas com as outras para sempre, mesmo namorando por pouco tempo, mesmo se conhecendo por menos ainda. Até três meses atrás eu não sabia o que era "estar em um relacionamento sério".
Sempre acreditei que bastava duas pessoas se gostarem para ficarem juntas. Fim da história. Na prática não é bem assim: relacionamento sério não é sempre um mar de rosas, tampouco regado à vinho e queijo como nos filmes. 
Aliás, é engraçado como nos filmes o casal principal sempre tem algum (ou alguns problemas) por fatores que não envolvem eles. Um recado não dado, um relógio atrasado, um vilão (ou vilã) armando para eles não se encontrarem nunca... Acho que é por isso que eu gosto tanto dos filmes "Antes do amanhecer", "Antes do pôr-do-sol" e "Antes da meia-noite": o casal principal é real, eles se conhecem, se apaixonam e, no último filme (atenção, spoiler), brigam horrores. 
Nos últimos meses também percebi que até aqueles casais que parecem ser os mais perfeitos têm os seus problemas. E que, às vezes, são realmente grandes problemas. Confesso que fico pensando se as minhas discussões com o namorado não são mínimas perto de tanta coisa que eu sei sobre os outros, mas aí percebo que cada um é cada qual. E cada qual tem os seus problemas e a sabe a grandeza ou não deles. 
A verdade é que eu parei meus trocentos trabalhos pra refletir por dez minutos onde eu fui me meter quando aceitei namorar. Sabe como é, vinte anos no clima "hoje eu tô solteira e ninguém vai me segurar", a gente acostuma e custa a entender que as coisas mudaram.
A outra verdade é que eu nunca me arrependi  de ter aceitado namorar com ele. Ao contrário, acho que nunca fui tão feliz com alguém do meu lado. Digo que ele é "la suerte de mi vida", como na música do El Canto del Loco. 
E a terceira, e última, verdade é mais uma conclusão sobre esses dez minutos de reflexão: 1) agora entendo porque os casais acreditam que vão durar para sempre, afinal, parece que a gente não precisa de mais ninguém se quem tá do nosso lado nos completa, nos abraça, nos entende; 2) estar em um relacionamento sério é um dos maiores aprendizados da vida, porque envolve conhecer o outro e, principalmente, se conhecer. 

sábado, 22 de junho de 2013

O gigante acordou. E agora?

Acho que as manifestações que estão ocorrendo pelo Brasil são um ótimo assunto para eu tirar a poeira desse blog e tentar manter a velha promessa anual de manter o espaço atualizado. Então, já que tá todo mundo dizendo o que pensa, vamos lá dizer o que eu acho.
Dizem que a história dos $0,20 foi a gota d'água para que todo mundo fosse pras ruas reivindicar os seus direitos, que inclui saúde, educação, segurança, transporte de qualidade... Enfim, todos esses direitos que as pessoas precisam para uma vida digna. A história de São Paulo se espalhou por todo o Brasil em uma semana. Todas as capitais começaram a ter movimentos que foram às ruas levar os seus cartazes e mostrar o que querem e tals. Legal, nossa geração não é tão acomodada e passível como dizem.
Mas eu pergunto: e agora? Faz o que?
Acho que continuar saindo por aí e fechando o trânsito é uma maneira de mostrar que o povo está incomodado, mas não só. Acho que as organizações precisam justamente se organizar para ter alguma representatividade, seja como partido político, seja como organização mesmo interessada em defender os direitos dos brasileiros. Não adianta, alguém vai ter que 'ser a cara' do movimento. E, adivinhem, não é possível agradar gregos e troianos, afinal, somos todos diferentes, com interesses e prioridades diferentes.
Em segundo lugar, vou aqui dividir uma opinião de um sociólogo espanhol que eu já tinha postado no Facebook: "Para ele [Castells], as mobilizações serão derrotadas se aderirem a práticas violentas. 'Se agirem com violência, irão perder sempre, porque o sistema sempre será muito mais violento do que qualquer contra-violência que o movimento possa adotar". O texto completo tá aqui e acho que vale muito a leitura. 
Por último, mas não menos importante, quem são essas pessoas que estão indo às ruas? Sério, conheço alguns desses que estão levantando bandeira, mas que não devem nem arrumar a cama quando acordam. Gente que não tem respeito pelos colegas que apresentam trabalho na sala aula e que tampouco respeita a sua opinião, caso tu tenhas ideias contrárias. Acho que fica difícil acreditar em um movimento com pessoas assim.
No mais, acho que além do Gigante, acordou também uma Esperança que sempre esteve presente em cada um de nós. Uma Esperança de que é possível mudar as coisas, fazes história e construir um país melhor. 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

E os nossos sonhos?

E eu que sempre sonhei em voar
Só queria sobreviver
(Quando fui Fred Astaire - Jay Vaquer)

Hoje foi a Aula Magna dos Calouros 2013 da UFPA. Cheguei na Universidade e vi um monte de carinhas felizes e cheias de sonhos. Bateu um aperto no peito. Acho que maior do que os anteriores porque está caindo a ficha que faltam apenas dois semestre para a formatura.
E passei o dia pensando, com meus botões e alguns amigos, "em que curva da vida eu fui para um lado e os meus sonhos foram para o outro?".
É engraçado como a gente se perde quando começa a crescer. E esquece de todos os nossos sonhos, desejos e vontade de mudar alguma coisa no mundo. Parece que a gente é puxado pro mundo real, se automatiza e passa a se preocupar apenas com as datas de entrega dos trabalhos, as tarefas do estágio, as provas, os professores que parecem ter saído do inferno para... infernizar as nossas vidas.
E em quantas aulas nós paramos pra prestar atenção e perceber a importância de tudo o que está sendo dito? E em quais momentos sentimos satisfação de fazer parte de um trabalho? 
Sinto falta de mim mesma, não sei se mais alguém sabe como é isso. 
E sinto falta de ter coragem de mudar o caminho, voltar para a estrada principal e buscar os sonhos que foram para o outro lado.
Será que ainda dá tempo?

terça-feira, 26 de março de 2013

Poetize-se #1

Aprende a ficar quieta e evitará metade dos teus problemas. 
Ao invés de fingir que não se importa, deixa de realmente se importar. 
Por mais que seja difícil deixar pra lá quando se acredita que é algo que realmente é importante.

Aprende a separar o passado do presente. 
O que é lembrança boa para ti deve ser algo fora de contexto para o outro. 

Aprende a esquecer. 
Ou esquece de lembrar. 
O que está feito está feito e não existe discussão no mundo que mude isso.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Sobre o Oscar

Domingo chuvoso, noite de Oscar. 
Acho que o único resultado que me interessa é quem vai ganhar em "melhor animação". Estou torcendo muito por "Valente". Me apaixonei pelo filme e tô tentando, desde então, transformar esse sentimento em um resultado concreto de alguma coisa. Provavelmente um trabalho acadêmico. 
Não tenho como fazer apostas para o Oscar, afinal, não acompanhei os filmes concorrentes. Assisti "As aventuras de Pi" e gostei. Mas depois fiquei chateada com a história de que Yann  Martel, autor do livro "Life of Pi" foi acusado de plagiar o livro "Max e os felinos", do Moacyr Scliar. Li, mas não sei se é verdade, que o autor de "Life of Pi" disse que a ideia do livro foi 'mal aproveitada pela autor brasileiro'. Agora, já li que ele partiu da mesma premissa de Scliar e inseriu uma nota sobre isso no começo do livro. 
Acho que fiquei chateada por não ter lido a história do Scliar antes. Conheci o trabalho desse autor na escola, lamento não ter buscado outras coisas na época. Ou agora. Acho que realmente preciso buscar mais informações sobre meu lugar de origem. 
Todo mundo fala sobre o filme "Amor". Morri de vontade de assistir quando estreou, mas depois muita gente me disse que é triste, depressivo, não-recomendado para quem tem parentes idosos etc etc. Desisti da ideia. Segui as recomendações. Talvez esse não seja o momento para assistir um longa desse tipo.
Ah, também estou torcendo (e muito!) pela Anne Hathaway. Ela está concorrendo na categoria "melhor atriz  coadjuvante" em "Os miseráveis". Também não assisti ao filme, mas torço porque sou fã e admiro muito o trabalho dela. Isso inclui desde "O diário da princesa", passando por "O diabo veste Prada" até "Amor e outras drogas", que eu assisti de novo ontem. Tem também um outro filme em que ela é uma patricinha que se envolve com gangues, cujo nome eu não vou lembrar agora.
Falta pouco para a cerimônia começar. Ficam aqui meus poucos e sinceros palpites. E que eu esteja mais informada na premiação do ano que vem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sobre o CsF e outras coisas

Outro dia fiquei pensando, com meus botões e com uns amigos, que a nossa geração é, provavelmente, a que mais passou por despedidas de amigos que foram para intercâmbio. Lá na Faculdade, conheço vários que estão fora do país, aproveitando a oportunidade de morar sozinho em um país estrangeiro. Um dos meus melhores amigos também está passando por isso, do outro lado do oceano.
Acho que viajar é uma das experiências mais incríveis que a gente pode viver. Ter a oportunidade de morar por um longo período de tempo em outro lugar, então! Atualmente, o Ciências sem Fronteiras é um dos responsáveis por mandar estudantes pra fora do país. De acordo com o site oficial do governo, o CsF é "um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional." (Olha lá: Ciências sem Fronteiras).
Louvável a iniciativa do governo, certo? Sim. Mas até que ponto? Quer dizer: estudantes brasileiros estão por todo mundo estudando e aprendendo novas coisas, com bolsas pagas pelo governo, entenda, com o nosso dinheiro arrecado por meio de impostos. E qual o nosso retorno nessa história toda? 
Se daqui a dez anos essas pessoas que foram para o intercâmbio ajudarem a erradicar a pobreza, melhorar os postos de saúde da cidade, promover uma sociedade igualitária etc etc, irei aplaudir de pé os retornos, mesmo a longo prazo, da proposta. Agora, se nada disso acontecer, traz todo mundo de volta e investe na educação aqui dentro!
Discuto sobre o programa, mas isso é algo que eu vejo desde que eu entrei na faculdade: gente que desperdiça a chance de estudar em uma instituição pública e não valoriza que o dinheiro que banca elas ali dentro é fruto de uma enorme arrecadação de impostos, de gente que, mesmo sem saber, espera que a graduação ou pós nos torne capazes de melhorar o país em que vivemos.
E por essas e outras razões que precisamos fazer as coisas também pensando nos outros, ainda mais quando o assunto envolve dinheiro público. Do contrário, estaremos apenas nos beneficiando do dinheiro dos outros, como fazem os políticos do Congresso Nacional que tanto criticamos.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Aos calouros, com carinho

Acho que em 2030 eu vou ouvir o listão da UFPA e me emocionar como se fosse a primeira vez. Aliás, como se eu estivesse esperando o meu nome ser lido pelos locutores de rádio. Sinceramente, não consigo lembrar de emoção tão grande, doce e feliz como aquela de saber que fui aprovada no vestibular.
É bom, né? Saber que todas as horas intermináveis de estudo valeram a pena. E aproveitar a festa, então? Beber, pular, cantar, gritar, sorrir, abraçar as pessoas, ficar sujo na porta de casa... 
Então, calouros UFPA 2013, sejam bem-vindos. E aproveitem ao máximo o ensino oferecido pela Universidade, professores e colegas de curso. Em especial, sejam bem-vindos os calouros de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda), espero conhecer todos em breve e mostrar o que temos de melhor!
No mais, dicas de leitura sobre o tema (((:

sábado, 29 de dezembro de 2012

Alô, ano-novo na porta!

Fim de ano me deixa mais emotiva. Acho que qualquer um de nós, né? Chega essa época e eu me divirto/emociono com as propagandas do periódo. Quem não se emocionou ~ou até lagrimou~ com o comercial de O Boticário em que a moça passa o Natal com o pai em pleno voo para Xangai (Ou é Shangai?)? Para quem não lembra, tô falando desse vídeo aqui, só clicar. 
Mas, q que eu mais gostei nesse fim de ano foi a campanha do Bradesco. São três vídeos simples com textos de poetas famosos e que eu adoro: Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana e Fernando Sabino. Já conhecia dois dos poemas e favoritei o do Fernando Sabino. Aqui estão:









E por que esse post exclusivamente publicitário? Bom, achei que seria uma boa maneira de desejar um Feliz 2013 para todos. Os poemas me inspiram, achei que poderiam inspirar vocês também.. E inspirar a todos nós para termos um Ano-Novo doce, cheio de alegrias, amor, saúde, sucesso, paz etc etc. Enfim, tudo o que há de melhor!
Uma excelente virada de ano para todos :D 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

E o mundo nem acabou

Saudades Blog. Saudades escrever. Saudades leitores (alguém?!)
Talvez 2012 não tenha sido o ano mais produtivo para o blog. Talvez nem para a minha vida, de maneira geral. Engraçado, algumas vezes eu fiquei tão triste que o dia 21 de dezembro e toda essa história de fim do mundo se tornava uma esperança,como se o 'fim' fosse alguma forma de 'salvação' dos meus dias ruins. 
Algumas coisas mudaram nesse ano: a dinâmica familiar, por exemplo. Eu tive que encarar algumas mudanças cara a cara e isso me assustou muito no começo. Mas aí, a gente aprende a lidar.
Tenho que confessar que a minha vida acadêmica também não foi das melhores. Um desastre atrás do outro, problemas com as pessoas, perda de confiança, impaciência com uns, irresponsabilidade dos outros. Acho que a dificuldade de lidar com as outras pessoas deve ter sido o maior desafio ao longo dos últimos meses. Mas nem tudo é tristeza. Eu tive a oportunidade de trabalhar com pessoas responsáveis boas no que fazem. O resultado? Um excelente trabalho. 
Dois mil e doze não foi só mágoa, apesar de eu achar que a maior parte dele tenha sido um balde de água fria. Sabe, um coração partido, a rotina que é chata, os trabalhos que não deram certo, algumas discussões em família... Chega um momento em que até tropeçar na rua faz o dia virar um inferno! 
Porém, o que eu estava dizendo é que o ano não foi só tristeza. A família esteve presente, como sempre, mesmo com mudanças, os amigos de uma vida toda, mais um ano do meu lado, mesmo que a Nandz só tenha vindo pra Belém agora e o Freire tenha ido pra Inglaterra, Betta, Manu e Alex estiveram o tempo todo aqui comigo. 
Sem contar o frescor de uma amizade nova com a Amanda Campelo e os abraços do Antonio, nos momentos que eu mais precisei. Ainda tive as aulas e/ou lanches com o Ed, a Adriana e a Paula, que tornavam meus dias mais leves. Ah, também fiz novas amizades com a turma de boxe tailandês. O esporte se tornou uma terapia e as pessoas de lá, mesmo sem saber, meus 'terapeutas' depois de dias difíceis.
Acho que esse ano eu escrevi menos, fotografei menos, li menos, viajei menos, estudei menos, saí menos, bebi menos. Mas também, cuidei mais de mim, ouvi mais música, pratiquei mais esporte, respirei fundo mais vezes e aprendi a lidar com meus próprios sentimentos. Acho que esse último item é o mais importante da lista.
Acho que a parte mais divertida de toda essa história é que aos 45 minutos do segundo tempo, quando eu decidi ficar em standby esperando o novo ano, a vida, como quem não quer nada, me mostrou que as coisas ainda podem dar certo. Acho que essa é o segundo item da lista de 'aprendizados importantes' do ano: ter esperança. 
E assim foi dois mil e doze. Agora o fim está próximo e 2013 está batendo na porta, cheio de novidades e coisas boas (eu espero!). Queria muito prometer atualizar o blog mais vezes, conseguir um público maior, virar rica, famosa etc etc... Mas já prometi isso algumas vezes e não consegui dar conta. Mais uma vez, juro que, ao menos, vou tentar ((:
De qualquer, fica aqui meu desejo de um Natal feliz, alegre, doce e cheio de paz para todos nós!




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Você sabe o que é amor?



- Você sabe o que é amor? – Ela perguntou enquanto olhavam as primeiras estrelas da noite.
- Como amor de pai e mãe?
- Nããão! Amor por outra pessoa, tipo namorada.
- Acho que sei. Por quê?
- Queria saber se já você amou alguém.
- Eu te amo. Serve? – Ele riu. Era a primeira vez que se declarava para ela.
- Não, não ama. Lembra da nossa regra número um?
- Lembro. Você falou que não podia me apaixonar por ti, não que eu não podia te amar.
Silêncio.
- Defina “amor”. – Ele a desafiou.
- Amor... É gostar do outro de tal forma a querer estar perto, cuidar, proteger, ouvir, gostar das qualidades, dos defeitos, é estar junto nos momentos difíceis, é dividir as alegrias... Acho que aquela parte do casamento “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza” define bem o que é amor. Acho que amor é tudo isso, mas sem esperar nada em troca, sabe? É fazer por gostar e não por querer alguma recompensa no final. E amor é eterno. Mesmo que a pessoa saia da sua vida e vá embora ou, sei lá, morra você ainda vai amá-la. E você nunca vai esquecê-la.
- Sinto tudo isso por ti, exatamente como você falou. Você traduziu meus sentimentos em palavras. Se isso não é amor, sinto muito, mas eu realmente não sei como se chama.

sábado, 3 de novembro de 2012

Dez anos depois

Rezando pra um dia pra você se encontrar e perceber,
Que o que falta em você,
Sou eu...
(Pra você dar o nome - 5 a seco)


Eles se encontraram no supermercado, quinta-feira à noite. Se tivessem combinado, não daria tão certo.
- Uau! Você! - Ele não escondeu a surpresa.
- É, sou eu... - Ela também não escondeu o espanto.
- Nossa, faz quanto tempo desde a última vez que a gente se viu? 
- Sei lá, dez anos? - Ela tentou parecer indiferente, mas sabia exatamente quanto tempo fazia desde a última vez que se viram.
Os dois começaram a andar pelo supermercado, cada um com seu carrinho e com sua lista de compras e prioridades. Começaram pelo corredor de bebidas. Ele pegou caixas de suco e refrigerantes. Ela, água e vinho.
- Então, como tem passado? - Ele tentou ser amigável.
- Bem, tô bem, de verdade. - Ela sorriu, como se isso tornasse sua resposta mais verídica.
- Legal... E ainda trabalhando com Artes? 
- Sim, dou aulas de dança, ajudo no Teatro da Cidade, essas coisas...
Eles continuaram andando lado a lado. Ela realmente queria que ele dissesse que ia pegar arroz do outro lado da loja ou ela queria ter coragem pra ir buscar arroz do outro lado, mas ninguém saiu de perto.
- E você? Trabalhando com música?
- Trabalho com a seleção musical da programação da rádio local. Não é o emprego dos sonhos, mas paga bem. Dá pra sustentar a família.
- Família? 
- É, casei. E temos duas filhas! - Ele estava empolgado e sem graça. Não necessariamente nessa ordem.
- Uau, quem diria... 
- E você? Aposto que muitos pretendentes!
- Não. Agora, na verdade, não. - Ela realmente estava sem graça.
- Ah...
Agora eles estavam no corredor de café, chás, leite e achocolatados. O silêncio enquanto cada um pegava um item servia de desculpa para pensar no que dizer. 
Ela se virou enquanto ele comparava o preço dos achocolatados, pretendia fugir. Dobrou no outro corredor. Respirou fundo. Quis ser discretamente. Procurou alguns itens e colocou no carrinho.
Olhou para frente e lá estava ele.
- Você sempre fugindo.
- E você sempre me encontrando.
- Nem sempre. Queria ter te encontrado antes.
- Pra quê? Pra me convidar pro seu casamento? Ou pro batizado dos seus filhos? - Ela estava furiosa.
- Não! Pra gente conversar, você me deve isso. Não pode fingir que nada aconteceu. Mesmo que se passem dez, vinte, trinta anos! - Ele também estava furioso. 
As poucas pessoas que estavam no local olharam, sem conter o espanto. Ambos respiram fundo. Ficaram calmos. Não precisaram falar nada e seguiram para a lanchonete. Encostaram os carrinhos. Ele buscou dois cafés expressos. O silêncio ainda imperou por mais alguns minutos.
- Então, o que você quer me dizer?
- Eu só não quero que você negue que existiu algo entre nós. A gente era amigo e agora você ignora isso como se...
- Como se o que? Eu gostava de você, você sempre soube disso, mas quem ignorou alguma coisa foi você! Dez anos atrás você me ignorou, ignorou meus sentimentos... E agora quem age como se nada tivesse acontecido é você.
- O que você queria que eu fizesse?
- Que ficasse comigo. Que namorasse, que casasse, que provasse que não daríamos certo juntos! Queria que você percebesse que tínhamos que viver algo, que sou eu quem saberia te fazer feliz!
- Pra estragar a amizade que a gente tinha? É isso o que você queria? Você ia fugir de qualquer jeito...
- Realmente, eu fugi. Eu sai da cidade, morei fora, conheci lugares, pessoas incríveis... Eu fugi de tudo isso pra perceber que, no fim, tudo o que eu sempre quis esteve aqui o tempo todo. E o que é pior: encontrar com tudo o que eu sempre quis no supermercado, numa quinta-feira à noite, e descobrir que tudo o que eu sempre quis está casado com outra e que essa outra leva a vida que eu sempre quis ter. 
- Olha, eu... - Ele não sabia o que dizer.
Ela se levantou, estava com os olhos lacrimejando. Sabia que ia pagar suas compras, chegar atordoada em casa, arrumar as coisas de qualquer jeito, tomar um banho e chorar no chuveiro, deitar e chorar na cama, até adormecer. Como nos tempos em que se conheceram.
- Não precisa dizer nada. A gente não escolhe o nosso destino, nem pode fugir dele. Por mais que a gente fuja, ele sempre encontra a gente. E você não é meu destino.
Ela deu as costas. Puxou o carrinho e foi até o caixa pagar suas compras. Já estava atordoada. Chovia e fazia frio. Ela chegou em casa molhada. A água da chuva se confundia com as lágrimas no rosto. Decidiu que ia fazer diferente. Esquentou um pouco de água e fez um chá. Olhou pela janela e viu a chuva cair. Ela sabia que fez o que precisava ser feito. A cena no supermercado ficou reprisando na sua mente, como um capítulo de filme no modo repeat
"Você não é o meu destino", pensou antes de cair em sono profundo. E esquecer.








quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Felicidade minimalista

Você sabe o que é felicidade?
Não sei você, mas eu deixei de pensar que felicidade é algo grandioso, como uma casa grande ou o carro do ano.
Algumas coisas que parecem ser parte da rotina podem trazer enorme felicidade: passar as férias em casa com toda a família, tomar sorvete dia de domingo para aliviar o calor, pôr-do-sol na orla, encontrar os amigos para as surpresas em uma sexta-feira à noite, ir ao cinema, praticar um esporte novo, caminhar ao ar livre, ouvir músicas novas no mp3, dançar até os pés cansarem, encontrar alguém para matar as saudades, conversar com a amiga que mora longe para matar as saudades, olhar a lua, brincar com o animal de estimação, pensar na vida...
Talvez por serem coisas que estão na nossa rotina, a gente não liga.
Talvez você, assim como eu, está sempre querendo outras coisas que achamos que vão nos tornar felizes e aí nem presta atenção no quanto essas coisinhas são importantes.
Talvez a felicidade seja minimalista e esteja presentes nessas pequenas coisas.
E aí você sabe o que é felicidade quando percebe que essas pequenas coisas estão ao seu lado o tempo todo. E você acha que não precisa de mais nada para ser feliz. E o coração transborda de alegria. E você sorri como se nada mais importasse.

domingo, 24 de junho de 2012

Os 3


- Você nunca percebeu, né Rafael?
- Perceber o que?
- O quanto que eu te amo.
- Cê tá falando sério? – Silêncio- Eu também te amei esse tempo todo.

Durante as férias do início do ano eu fiz uma lista de filmes para assistir. Era só um passatempo enquanto as aulas não começavam e na busca por bons títulos, encontrei a sinopse de “Os 3”. O filme é nacional e acho que pouco conhecido. Na época, não estava no circuito aqui de Belém, nem comercial, nem alternativo. Procurei para download e nada. Anotei o nome e fui viver minha vida. Aí outro dia eu fui à Fox com os amigos e encontrei o filme para locação. Só que não voltei para pegá-lo. Nesse fim de semana, fiz minha última tentativa e voilá! Achei o filme para download.
Assisti hoje de tarde. É um filme curtinho, não chega há uma hora e meia. Mas é o suficiente para fazer pensar sobre a tênue linha entre amizade, amor, paixão e tesão. A história é sobre o relacionamento de três jovens universitários: Camila, Rafael e Cazé. Eles estão prestes a se mudar do apartamento que dividiram durante os quatro anos da Faculdade quando uma proposta os faz ficar por mais tempo juntos e sendo assistidos pela Internet 24h por dia. Mais informações, no site do filme aqui.
Talvez o desenrolar da história seja água-com-açúcar para os mais exigentes. Sou meio boba e acabo gostando de filmes muito facilmente. Acho que o que realmente me encantou no filme foi a forma como os sentimentos ficam explícitos. Você se sente Camila ao se sentir divida entre dois homens. Ou um pouco Rafael ao declarar o seu amor e achar que a resposta positiva é uma mentira e ter o seu coração partido em alguns milhões de cacos. Até mesmo se sentir um pouco Cazé ao agir de tal forma que não magoa uma pessoa sem se preocupar se tais atitudes magoariam outra.
Durante a história, também entra em questão o que é real e o que ficcional, já que existe um público acompanhando o triângulo amoroso. Em alguns momentos, uns fingem e outros não, uns entendem o fingimento e outros não o aceitam. Talvez o filme proporcione uma discussão sobre o limite entre o público e privado e que pode se desenvolver ao ser comparado com os atuais realities shows. Porém, a proposta não é entrar nessa questão também.
Acho que o que mais chama a atenção é a identificação de quem assiste não necessariamente com os personagens, são jovens comuns, não há heróis ou vilões na história, mas com a teia de sentimentos onde todos estão envolvidos. Teias de sentimentos a qual todos nós estamos condenados a viver entrelaçados. Provável que uma das metas das nossas vidas é desfazer esse nó e decidir por quais pessoas que estão ao nosso redor nós temos amizade, paixão, tesão e amor. E dedicar cada um desses sentimentos a quem merece. E esperar que ele seja retribuído.
Após o filme, percebi que é essa teia de sentimentos que torna a vida tão complicada: a pessoa que nos ama é a quem dedicamos amizade; o alvo do nosso tesão é quem nos retribui com amor; a pessoa que só pode nos oferecer amizade é quem julgamos como o amor de nossas vidas e assim sucessivamente. No momento em que encontrarmos alguém por quem possamos sentir amor, amizade, paixão e tesão ao mesmo tempo, de forma clara e misturada, é o momento em que puxamos a pessoa e colocamos um anel no seu dedo da mão esquerda. Ou apenas levamos para morar junto.
E enquanto nada disso acontece, vamos levando do jeito que dá, seguindo os caminhos que aparecem pela frente, cruzando as esquinas erradas e confundindo os próprios sentimentos e os dos outros. Até que um dia a gente acerta e desembaraça toda a teia.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A bagunça do meu quarto - Dia 5: O resto

Não esqueci do blog, nem da minha missão. A verdade é que eu ainda não terminei de arrumar o que falta (de maneira geral, o material da Faculdade e aulas de Espanhol que estão acumulando embaixo da minha mesa). É muito papel e eu confesso que ainda não tive paciência pra ajeitar essas coisas.
A verdade é que toda essa história me deixou uma lição: às vezes precisamos parar de deixar a vida no automático e organizar as coisas. Às vezes, esquecer o que está ao nosso redor nos faz um mal danado e nem nos damos conta disso. Precisamos de um tempo só pra gente, pra gente respirar e colocar as coisas em ordem.E depois que a gente fica avaliando tudo o que aconteceu, a gente percebe o que realmente vale a pena manter conosco (que roupas, sapatos e bolsas vão ficar no armário para serem usados posteriormente, por exemplo).
Também tenho que confessar que andei fazendo umas comprinhas com mamis e que a gaveta de blusas já está fechando com certa dificuldade. Isso significa que o ciclo está recomeçando: quando eu terminar de arrumar o resto que falta vou ter que começar, de novo, a organizar as roupas.
Mas a vida é assim mesmo: ciclos após ciclos. E não é porque são ciclos que as coisas se repetirão: ciclos são diferentes, cada um com suas particularidades. E a cada ciclo, temos a chance de mudar, melhorar e aprender coisas novas.
E assim que eu termino esse ciclo, pronta para começar um novo, melhor e com novos aprendizados (:

Ah sim, dicas de leituras!
Os dois textos foram extremamente inspiradores. Adoro essas meninas: a primeira é autora do blog de moda com uma história muito interessante e que escreve de tal forma que a gente sente amiga próxima; a segunda é minha amiga/irmã/confidente que me entende e fez eu me identificar muito com essa última postagem. 

Então, até a próxima! o/