sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Tempo ao tempo


Algumas vezes me peguei pensando em como seria legal saber o futuro, saber como seria o final dessa ou daquela história e, principalmente, o que devemos fazer para que possamos ter nossos finais felizes. É impossível. Ainda bem, né? Já pensou que chato sempre saber o final das histórias? E a graça do suspense, da surpresa? E enquanto o final não chega, devemos nos contentar com os medos, as incertezas e as inseguranças do futuro que, por mais que sejam cruéis às vezes, são necessários para nos testar o quanto somos fortes.
Algumas vezes eu também me peguei pensando nos finais felizes dos filmes românticos. O casal sempre termina bem depois de uma hora e meia de tramas e dramas, encontros e desencontros. Mas e depois? Eles não caem na rotina? Ela não odeia o fato dele deixar a tampa do vaso sanitário levantada? Ele não odeia as crises emocionais dela todos os meses causadas pela TPM? Acho que já escrevi sobre isso, era alguma coisa sobre Romeu e Julieta terem sido mais felizes mortos do que vivendo juntos e caindo na rotina. 
Mas nossa vida não é um filme, né? Ou talvez até seja vários filmes com o mesmo ator/atriz principal: nós mesmos. Cada história que vivemos pode ser um filme, com um par romântico, amigos coadjuvantes perfeitos, suspense, humor e uma trilha sonora perfeita. E toda vez que aquela história bonitinha terminasse e os créditos subissem, teríamos a chance de voltar à estaca zero, afinal, todo fim também é um novo começo.
Outras vezes me peguei pensando que a vida é um jogo. Mas a lógica é a mesma: jogue seus dados, ande as casas necessárias, avance quando tiver sorte, volte quando der azar, se der certo: parabéns, você venceu!; se não, volte ao início, jogue os dados e comece outra vez.
No final, não podemos prever o futuro, nem podemos pausar ou adiantar as situações como em um filme (ou como em "Click"), tampouco jogamos dados para saber quantas casas vamos andar. Entretanto, essas analogias toscas e mal elaboradas servem para ilustrar o que eu penso da vida: devemos vivê-la um dia de cada vez, mas como se cada dia fosse o último. E sempre devemos dar tempo ao tempo para que as coisas aconteçam, sejam elas boas ou ruins. E toda vez que algo nos abalar, nos destruir, nos destroçar, nos derrubar, devemos ter coragem para nos levantarmos, melhores e mais fortes. E começar de novo porque todo mundo tem direito a uma segunda chance.

Um comentário:

Renan Mendes disse...

Ah, o tempo... Só ele, às vezes.