domingo, 13 de novembro de 2011

Entre escolhas e mudanças

A vida é cheia de mudanças, mas eu gosto da estabilidade, gosto da rotina, das coisas calmas. Óbvio que algumas coisas fora comum são legais, mas quando a gente quer que aconteçam e não quando menos se espera. Ou quando menos se espera também é bom, a vida nos surpreende todos os dias, às vezes com pequenas coisas, às vezes com grandes coisas.
O que eu quero dizer é que mudanças, geralmente, estão relacionadas à escolhas. Escolher é ruim? Para fazer escolhas é preciso maturidade e consciência das consequências. Nos tornamos independentes ao votar no candidato A e não no B, ao escolher a calça ao invés da saia, ao decidir sair com meninas e não meninos...E por aí vai. Mas, o problema de escolher é aguentar as consequências. Enquanto vivemos na barra da saia da mãe, podemos dizer pras pessoas que riram da nossa roupa feia que foi ela quem escolheu que nos vestíssemos assim, sacam? Enquanto dependemos dos outros podemos culpá-los por possíveis falhas que recaiam sobre nós. Agora, a partir do momento em que precisamos fazer as nossas próprias escolhas, precisamos aprender a lidar com nossas possíveis falhas, assim como, vamos ter a honra de receber as felicitações por possíveis acertos.
É engraçado como fazemos escolhas todos os dias e não temos noção das mudanças que podem ocorrer por causa delas. Imagina só: todos os dias você faz o mesmo caminho para a faculdade. Um dia você acorda e decide tomar café da manhã na padaria da esquina, o que te faz mudar da rotina diária. Na padaria você conhece uma pessoa incrível e aí vocês começam uma linda história de amor. Ou, você decide tomar café da manhã na padaria da esquina e acontece um assalto. Ou você é atropelado. Ou você acha uma bilhete premiado da loteria... Sabem, inúmeras coisas podem mudar a partir de simples escolhas. 
Agora, e quando você tem que escolher algo, sabendo que aquilo vai implicar em uma série de consequências, talvez até para o resto da sua vida? Aí entram a maturidade e a consciência das consequências. Acho que nessas horas não existe certo ou errado, você tem que fazer aquilo que vai ser melhor para você, seja a curto, médio ou longo prazo. Você tem que ter consciência de que as suas escolhas implicarão em mudanças e só você pode pesar o quão bom ou ruim isso vai ser para você. 
Acho que é por isso que eu não gosto de dar conselhos, o que eu acho que seria bom para mim pode ser ruim para os outros. Acho que é por isso que as pessoas têm que ser independentes, para que elas aprendam a lidar com as próprias consequências. Não que conversar com os outros não seja bom, é ótimo! Porém, no final, a escolha precisar ser sua e de mais ninguém. 

Um comentário:

Renan Mendes disse...

Sempre tive medo de fazer a escolha errada (ou a menos certa) e depois me arrepender. Mas um dia desses uma amiga me disse que, porque mais seja ruim, pelo menos uma lição tu tiras daquilo.