quinta-feira, 30 de abril de 2009

Conceito de felicidade

As pessoas fingem ser felizes não por elas, mas para se exibir para os outros, para mostrar que têm capacidade de conquistar seus objetivos, para tentar ser melhores, quando, na verdade, não estão felizes, por dentro, estão em cacos, quebradas como um cristal espatifado no chão, querendo deixar transparecer uma felicidade que não existe dentro de suas almas.
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Foi mais ou menos essa minha resposta para uma questão que eu fiz ontem, em uma atividade de Língua Portuguesa.
E é verdade. As pessoas se preocupam tanto com os outros que esquecem de si mesmas. No final, buscam expor uma felicidade inexistente.
Peguemos um exemplo.
Dois homens, ambos já com, sei lá, quarenta anos. Ambos casados, com um emprego estável, filhos...
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O primeiro é diretor de uma importante empresa. O outro é professor da rede estadual. À primeira vista, quem é mais feliz?
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Vamos ver essa história mais a fundo. O primeiro homem, o diretor da empresa. Graduou-se e pós-graduou-se. Casou-se, teve dois filhos. Ele sempre buscou o melhor para a família dele, esse era o seu conceito de felicidade. Trabalhou, trabalhou e trabalhou até alcançar um cargo importante e um salário generoso. Pôde dar do melhor para a esposa e os filhos: as jóias mais caras, as roupas mais bonitas, os mais modernos carros. No entanto, ele não levou os filhos para andar de bicicleta aos domingos, nem os colocou para dormir, nem os ajudou a fazer a lição de casa. Não viu a esposa cansar-se de comprar, entrar em depressão e arranjar um amante. Não viu os filhos crescer, tampouco, seu casamento ruir. No entanto, eles são uma típica família de classe média alta. Precisam manter a pose. Saem sempre nas fotos das colunas dos jornais com seus melhores sorrisos, como uma família feliz.
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O segundo homem só conseguiu entrar para a rede pública de ensino. Trabalhou em alguns colégios particulares, só que viu que isso lhe tomava muito tempo e abriu mão do dinheiro, quando conheceu a mulher com quem se casou. Abandonou os colégios pagos para poder se dedicar a esposa, principalmente, depois que ela engravidou. Acompanhou o nascimento das crianças e sempre as levava para passear todo final de semana. Fazia surpresas românticas para a amada. Esse era o seu conceito de felicidade. Não tinham o carro do ano, nem a televisão mais moderna, no entanto, tinham a companhia um do outro. Não saiam em jornais, mas suas fotos tinham uma felicidade natural. Os sorrisos, os abraços, os carinhos e os beijos eram sempre verdadeiros.
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E agora? Quem você acha que é mais feliz? E você? Qual o seu conceito de felicidade?
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p.s¹: sim, mudei o layout do blog porque eu não tinha o que fazer, mesmo.
p.s²: Pedro, tentei resolver o problema do espaço.

8 comentários:

Manoel Freire disse...

Talvez você esteja certa, Talvez não. Depende muito, principalmente, da pessoa. Creio que a felicidade está dentro, independente de outras coisas ou pessoas.
De qualquer forma, singo a mesma idéia que você.
Beijos marilia, se cuida amor.

Manoel David disse...

did u like?

yes, I liked it

verdade amor, eu respondi no trabalho que mentira é uma agressão muito forte para com o próximo, imagine então a destruição do que mentir para nós mesmos não é? estás certíssima, mas eu acho que depende muito da pessoa amor. sei lá, alguém poderia ser feliz sendo rico, e uma vida pessoal arruinada. acontece auehauehuae. eu acho que seria feliz G_G euauehuae

beijos amor, tinhamo.

ps. trabalha amooor lêrerere Lêrerere

Brian Solis disse...

Eua cho que depende da pessoa...
Que está de fora não sabe se a pessoa é realmente feliz ou não.... saca?
E outra, as vezes figir ser feliz é um escudo criado pela propria pessoa...
tudo é muito relativo...

Bjão linda.
Brian Solisx.o.x.o

Pedro F. Soares disse...

Esse negócio de felicidade é uma coisa assim que... (será que alguém completou, demonstrando então ter visitado o blog? Será?) sei lá, não tenho uma opinião formada sobre isso, assim como para a maioria das coisas, e das coisas que tenho opinião formada, não é opinião minha, mas de alguém que tenho como ídolo (acho que exagerei).

Ainda vou chegar nesse trabalho aí, e quem sabe formo uma opinião!

P.S: Quanto ao "poblema" da barra de espaço, deverias ter dirigido o aviso ao Manoel, e não a mim, pois foi só quando ele disse que ficava estranho é que fizestes uma cara de: "Ih, deve ser mesmo...". Minha opinião vale pra caramba, né!?

Alen Vieira disse...

Em minhas ideias ser feliz ou encontrar a felicidade é um prazer que tudo na vida se encaixa de um jeito em que você se sente bem, não se arrepende de nada do que fez ou deixou de fazer, tudo é bom do jeito que tá. O problema é a sociedade não entende que para ser feliz precisa necessariamente ter uma boa saúde financeira. Podemos ser feliz sendo pobre, rico, sujo, limpo, gay, emo, macho(o.O), cada um tem um gosto, temos que respeitar.
Lembranças.

Pedro Ferreira disse...

Definir felicidade não é tão fácil quanto parece. Requer muita reflexão, assim como todos os outros temas filosóficos.
Quanto ao escudo de proteção da própria imagem, o que num olhar rápido é uma coisa boa, na verdade pode nos levar a vários problemas de consciência no futuro, sem dúvidas.

Uriel Pinho disse...

Realmente, o tempo perdido com o simulacro do oqueeuqueria ser, acaba fazendo a gente se esquecer do ser.

ps. me add no msn uriel_pinho@hotmai.com

pps. Eu e minha turma de comunicação social criamos um blog: http://www.seguindocurso.wordpress.com
Essa semana serão postados os primeiros textos (incluindo um meu xD)e, apesar de o blog ainda estar meio desarrumado, acho q tem potencial :)
dá uma olhada ;)

Shelha disse...

cara, disseste tudo - porque ninguém mais se preocupa com os velhos sonhos.

O que eu acho é que o povo se preocupa demais em er bem ucedido e confude isso com felicidade